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Momm no Brasil

O começo

Momm no Brasil

 

 

Em 30 de julho de 1862 chegaram ao Porto do Rio de Janeiro, procedentes de Antuérpia, a bordo da barca suiça "Carolina" e em 02 de agosto de 1862 foram recebidos Carl Friedrich Momm, sua esposa Johanna Luchtenberg e os filhos Ludwig Wilhelm Momm e Friedrich Momm na Hospedaria da Associação Central de Colonização, no Rio de Janeiro.

Em 04 de agosto de 1862 o Ministro da Agricultura do Governo Imperial encaminhou Carl Friedrich Momm e Johanna Luchtenberg com os filhos Ludwig Wilhelm Momm (20.10.1834 29.07.1914) e seu irmão Friedrich (19.05.1848 - 05.09.1926), para o Presidente da Provincia de Santa Catarina. 

Em 06 de agosto de 1862, partiram do Rio de Janeiro para Santa Catarina a bordo do vapor “Tocantins”.

Carl Friedrich Momm era pintor de igrejas, nascido em Muelheim An Der Ruhr, proximidades de Duisburg, (Alemanha) em 11.11.1811 e de Joanna Luechtenberg. Carl Friedrich é filho de Gehard Momm () (casado com Gerhardine Susanne Catharina Siebel, em 04.12.1799), na mesma cidade de Muelheim An Der Ruhr, na Renânia do Norte Wesfalia (Nordrhein Westfalen). Ludwig Wilhelm nasceu em Orsoy na Prússia, conforme registro civil daquela cidade. Friedrich nasceu em Essen, na Prússia. Nos registros no Brasil não constam os prenomes Carl e Ludwig em nenhum dos documentos que encontramos, Wilhelm passa a ser Guilherme e Friedrich, Frederico.

Estabeleceram-se inicialmente em Rio Novo, na localidade de Teresópolis, hoje Queçaba, em Águas Mornas. Em 7 de janeiro de 1868, receberam de Theodoro Todeschini títulos provisórios de terras, na margem esquerda do Rio Novo. Guilherme o lote 22, Frederico o 21[1].

            Enquanto o filho Friedrich se transferiu posteriormente para o Desterro (Florianópolis), Wilhelm se mudou para o Morro Garcia, na Fazenda Sacramento de Baixo, em Águas Mornas, então pertencente a Santo Amaro da Imperatriz. Os pais desaparecem (teriam falecido neste período).

Friedrich, por volta de 1869, veio para o Desterro onde casou-se com Henriette Rothbarth (15.10.1853 - 12.06.1932), de Blumenau, no dia 21 de setembro de 1870, na igreja protestante localizada na Rua Nereu Ramos.. Tiveram 14 filhos.

Wilhelm era protestante mas converteu-se ao catolicismo ao casar-se com Anna Maria Franzener (21.03.1848 - 05.12.1934) de Rachadel, Antônio Carlos[2], filha de Nikolaus Franzener que viera da Alemanha em 1823 para o Rio de Janeiro[3] e de Anna Margaretha Conradi, nascida  em  1828, filha de Johann Peter Conradi e  Maria Margaretha Thomas.

O casal Wilhelm e Anna viveu durante a maior parte de suas vidas, em Morro Garcia, situado na Fazenda  Sacramento de Baixo, em Águas Mornas, então pertencente a Santo Amaro da Imperatriz[4].

Wilhelm construiu uma grande casa de material com vidraças, por ele pintada de branco. Media 9 x 12 metros. Na fachada o dono pintou uma parreira de uvas povoada  de passarinhos.

O casarão foi demolido em 1968. A madeira foi aproveitada para uma casa menor, ao lado. Ainda se encontram no local os velhos engenhos de farinha e de açúcar, bem como o alambique, construídos em 1875 e localizados atrás do casarão[5].

Na entressafra Wilhelm era pintor, especialmente de igrejas, tendo pintado juntamente com seu filho Ferdinand a de Löffelscheidt. Anos mais tarde Ferdinand faria novamente o mesmo serviço desta vez sozinho[6].

Em 1919, foi provisionado fabriqueiro da capela de Águas Mornas[7].

Vinha seguidamente para Florianópolis onde se hospedava na casa de seu irmão Friedrich e pintava casas, ficando às vezes por semanas.

Faleceu aos oitenta anos conforme registro no cartório de Santo Amaro da Imperatriz em 29.07.1914. Foi sepultado no cemitério de Águas Mornas na primeira fila ao lado da Igreja.

Anna Maria Franzener (21.03.1848 - Rachadel - 05.12.1934 - Águas Mornas) era filha de Nikolaus Franzener e de Maria Anna Conradi (alemães). Nicolaus era filho Laurentius Franzener e de Maria Catharina Schmitt, casados em 16.07.1793, em Forst Alenkirchen, Prússia. Maria Anna era filha de Johann Peter Conradi e de Maria Margaretha Thomas, falecida em 04.05.1866 e que chegaram ao Brasil em 29.03.1829 no navio Marquês de Viana, já com a filha Maria Anna.

Nikolaus veio da Alemanha para o Rio de Janeiro em 1823 para incorporar-se à Guarda do Palácio de Dom Pedro I. Em 1828, em vista dos serviços prestados ao governo, recebeu 40 alqueires de terras em São Pedro de Alcântara onde foi residir e casou-se com Anna[8].

Wilhelm e Anna tiveram 14 filhos, todos nascidos no Morro do Garcia, Fazenda Sacramento de Baixo.

Wilhelm faleceu em 29.07.1914, em Águas Mornas e seu registro de óbito está no cartório de Santo Amaro da Imperatriz. Sua esposa Anna faleceu em 06.12.1934, também em Águas Mornas, onde estão sepultados ao lado  da  igreja matriz, na primeira fila.



 

 

 

 

 

 

 

 

 



[1] Jochem, Toni Vidal - Pouso dos Imigrantes, Florianópolis, Papa-Livro, 1992, p. 154.

[2] Koch, D, Momm, J - Famílias pioneiras de Salto Grande, Ituporanga (SC), 1985, p. 71.

[3] Koch, D, Momm, J - Famílias pioneiras de Salto Grande, Ituporanga (SC), 1985, p. 72.

[4] Koch, D, Momm, J - Famílias pioneiras de Salto Grande, Ituporanga (SC), 1985, p. 71.

[5] Koch, D, Momm, J - Famílias pioneiras de Salto Grande, Ituporanga (SC), 1985, p. 71.

[6] Jochem, Toni Vidal - Pouso dos Imigrantes, Florianópolis, Papa-Livro, 1992, p. 106.

[7] Jochem, Toni Vidal - Pouso dos Imigrantes, Florianópolis, Papa-Livro, 1992, p. 219.

[8] Koch, D, Momm, J - Famílias pioneiras de Salto Grande, Ituporanga (SC), 1985, p. 72.

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